Atualidades

Dieta nas Festas de Fim de Ano?

Agir de forma funcional diante de uma grande quantidade e variedade de comida pode ser um caminho difícil para muitas pessoas. Por isso, as orientações de fim de ano são tão importantes. 

A dificuldade que muitos apresentam é desfrutar desses momentos que incluem refeições atípicas. Desenvolver atenção e consciência alimentar no momento das refeições pode ser um caminho interessante a ser trabalhado com o paciente.  

Algumas atitudes simples, quando aderidas, favorecem o desenvolvimento dessa habilidade. Deixar o talher sobre a mesa enquanto mastiga, por exemplo, pode auxiliar na melhora da consciência alimentar. 

Comer faz parte de diversas celebrações e é importante que essa realidade seja respeitada pelo nutricionista no momento das orientações alimentares.

Algumas sugestões: 

Antes das festas: pergunte ao seu paciente sobre as celebrações de fim de ano, como e onde acontecem, pois muitas sugestões e orientações podem surgir nesse momento. 

Por exemplo, pacientes que possuem alguma restrição alimentar podem não se sentir confortáveis em comer fora de casa, mesmo que em família. Uma alternativa é que ele leve um que se sinta confortável em comer e compartilhar! 

Photo by Nicole Michalou : https://www.pexels.com/photo/top-view-of-a-family-praying-before-christmas-dinner-5779170/

Durante as festas: ofereça sugestões que facilitem a passagem por esse período. Por exemplo, ter mais atenção à sua fome, ou sentar-se à mesa para comer. 

Após as festas: não incentive restrições alimentares desnecessárias, abordar como foi o período de festas pode ser uma alternativa. Proponha reflexões: houve culpa ao comer? Exageros? O que ele gostaria que tivesse acontecido?

Além disso, é interessante que o paciente também seja incentivado para: 

  • Entrar em contato com o ato de cozinhar 
  • Experimentar receitas mais elaboradas
  • Perceber o própria comportamento alimentar 
  • Compartilhar momentos e descansar 

Até 2023!

Atualidades

Dia da Pessoa com Deficiência

O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência é um lembrete da importância de conceder um olhar mais consciente e ativo para uma realidade que atinge mais de 12 milhões de pessoas em nosso país (1).

Há diversos tipos e níveis de deficiência visual, auditiva, intelectual, física e motora; em todos os casos há impactos na qualidade e condições de vida do indivíduo, inclusive na alimentação e acesso à educação nutricional. 

Ainda há um longo caminho para que a representatividade e a inclusão façam parte do dia a dia, principalmente porque muitas pessoas são estigmatizadas, reduzidas em suas condições e recebidas em espaços com poucas condições adequadas de acesso.

O atendimento nutricional para pessoas com deficiência deve ser realizado de acordo com cada dificuldade, sempre receptivo, acolhedor e com naturalidade. Apesar das diferenças, esse trabalho é possível. Um exemplo é o guia educativo Saúde no Prato, desenvolvido para auxiliar na educação alimentar e nutricional de pessoas com deficiência visual.

O material acima contém muita informação sobre as mudanças que ocorrem na alimentação dessas pessoas e suas famílias, além de diversas atividades interativas e oficinas culinárias já adaptadas para pessoas com deficiência visual.

Pontos de atenção para oferecer um atendimento nutricional mais inclusivo:

  • Praticar a escuta ativa: é imprescindível que escutemos as suas necessidades, demandas e objetivos. Assim, evitamos realizar sugestões em desacordo com a realidade do paciente; 
  • Atenção ao espaço e acessibilidade: opte por realizar os atendimentos em espaços com rampas, balança plataforma, sanitários com barras de apoio, portas que permitem a entrada de cadeira de rodas, entre outras adaptações; 
  • Adaptar a avaliação física corretamente: em casos de deficiência motora e uso de cadeira de rodas, por exemplo, a aferição do peso e altura são realizadas de formas bem diferentes. Para pacientes que passaram por amputação de membros, também. Acesse o material com essas fórmulas aqui!
  • Encaminhar para um profissional especializado: caso não se sinta seguro em acompanhar um paciente com qualquer deficiência, o que acha de encaminhá-lo para um colega de profissão mais experiente? O bem-estar do paciente deve estar em primeiro lugar.

Para mais orientações, acesse o Manual de Orientação e Apoio para Pessoas com Deficiência.

Até mais!