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Vida de Nutricionista: Orientações de Fim de Ano

Recado importante: esse texto expressa uma opinião pessoal, ou seja, não é um aconselhamento profissional e você não precisa concordar comigo! Boa leitura 🙂 

Em época de celebrações há sempre muitas discussões que envolvem a alimentação. Agir de forma funcional diante de uma grande quantidade e variedade de comida pode ser um caminho muito difícil para algumas pessoas.

É importante entender, para poder transmitir ao paciente, que a comida permeia muitos momentos da nossa vida, porque ela não tem apenas o papel biológico de nos nutrir. Comer também faz parte do celebrar! 

A questão é conseguir desfrutar desses alimentos, e do momento, com a consciência de que há outras formas de aproveitar as comemorações além da comida. Acrescento que, se essa consciência não for trabalhada em outros momentos do ano, diante das festas será muito difícil de começar isso. 

Nessa época, muitos aproveitam em seu ápice, para depois retornarem ao consultório do nutricionista buscando por um “milagre”, ou prometendo que agora vão “entrar na linha”. Mas, será que conceder algumas orientações para que esse período seja encarado de forma mais equilibrada não seria um bom caminho?

3 orientações para dar ao seu paciente sobre as festas de fim de ano:  

  • Antes das festas: quem possui um consumo alimentar mais restrito, pode não se sentir confortável em comer fora, mesmo que em família. Converse com o seu paciente sobre isso. Se houver uma divisão do preparo de pratos entre os participantes da festa, uma sugestão é que o paciente leve um que se sinta confortável em comer e compartilhar! 
  • Durante as festas: é importante conversar sobre como o seu paciente lida com uma grande disponibilidade de alimentos. Em alguns casos, uma sugestão é que ele fique mais atento à sua fome nesses eventos, podendo se servir e sentar à mesa para comer, ao invés de ficar petiscando, por exemplo. 
  • Após as festas: incentivar restrições alimentares desnecessárias após o período de festas pode ser um caminho perigoso. A conversa sobre o que aconteceu pode acontecer com menos cobranças e mais reflexões. Houve culpa ao comer? Exageros? O que ele gostaria que tivesse acontecido?  

Dizer que “é só voltar para a dieta” pode parecer simples, mas na prática há muito mais que o nutricionista pode levar em consideração! 

Que possamos ter um ótimo natal e fim de ano! 

Até mais!

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Como ter um atendimento nutricional mais inclusivo

Amanhã (03/12) é o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, sendo um lembrete de como representatividade e inclusão são palavras que precisam estar mais presentes em nosso dia a dia. 

A data visa trazer conscientização para uma realidade que atinge mais de 12 milhões de pessoas no nosso país (2), a qual ainda é muito estigmatizada e com poucas condições adequadas de acesso e representatividade.

Há diversos tipos e níveis de deficiência (visual, auditiva, intelectual, física e motora), que podem impactar na qualidade de vida e autonomia do indivíduo, inclusive na alimentação e acesso à educação nutricional. 

O atendimento para pessoas com deficiência deve ser diferenciado, de acordo com cada dificuldade, mas sempre receptivo, acolhedor e com naturalidade (3). Pensando nisso, trouxemos quatro pontos de atenção para ter um atendimento nutricional mais inclusivo:

  1. Praticar a escuta ativa: é imprescindível que escutemos o que a pessoa a nossa frente compartilha, as suas necessidades, demandas e os objetivos. Assim, evitamos realizar sugestões em desacordo com a realidade do paciente; 
  1. Atenção ao espaço e acessibilidade: é indicado optar por realizar os atendimentos em espaços com rampas, balança plataforma, sanitários com barras de apoio, portas que permitem a entrada de cadeira de rodas, entre outras adaptações; 
  1. Adaptar a avaliação física corretamente: em casos de deficiência motora e uso de cadeira de rodas, por exemplo, a aferição do peso e altura são realizadas de formas bem diferentes. Para pacientes que passaram por amputação de membros, também. Acesse o material com essas fórmulas aqui!
  1. Encaminhar para um profissional especializado: caso não se sinta seguro em acompanhar um paciente com qualquer deficiência, o que acha de encaminhá-lo para um colega de profissão mais experiente? O bem-estar do paciente deve estar em primeiro lugar.

Outras sugestões: 

Material Educativo: Alimentação Saudável para Pessoas com Deficiência Visual

Artigo Científico: Promovendo Equidade Nutricional para Pessoas com Deficiências

Até mais!